Tudo leva a crer que o bom senso parece querer assentar arraiais lá para os lados de São Bento. A força do Ministro mais musculado e credível do Governo (Teixeira dos Santos) parece ter vencido o 1º round do braço de ferro com o Primeiro-Ministro (afinal já existem, pelo menos, duas obras que não se irão realizar tão cedo: o novo aeroporto e a 3ª travessia do Tejo).
No meu último artigo dei conta da “confusão estratégica” que se gerou após a reunião do Concelho de Ministros realizada no passado dia 31 de Março. Lembram-se? De um lado estava o Ministro das Finanças que dizia que deveriam ser repensadas as Obras Públicas previstas, especialmente aquelas para as quais o Governo ainda não tivesse assumido qualquer compromisso, para além de não afastar a hipótese do aumento dos impostos, caso tal fosse necessário para o controlo do défice. Do outro estava o PM (o Ministro das Obras Públicas funciona como “carteiro” do Chefe) que afirmava que todas as obras previstas seriam executadas e que apenas seria repensado o projecto relativo à “auto-estradas do Centro”.
Já quanto ao TGV a teimosia imperou (será que ela não decorre do facto de alguém já ter assinado um compromisso com Espanha, sem total autorização para o efeito, e agora não pretender passar por irresponsável dando o dito por não dito?) e o projecto vai avançar. Se tudo der certo, os “pais” deste projecto aparecerão (com todo o direito) para reivindicar os louros. Mas se a coisa cair para o lado do torto, desaparecerão de cena e outros que tratem de corrigir o que estiver mal. Todavia, caso sejam instados a pronunciarem-se e não tiverem saída, de certo não faltarão as desculpas da praxe e de entre elas lá aparecerão alguns vulcões islandeses impossíveis de prever.
O 2º round do braço de ferro deverá ter lugar dentro de alguns meses quando o Ministro das Finanças concluir da inevitabilidade do aumento de impostos para o controlo do défice. Aí veremos quem ganhará de novo. Até lá…
Todos nós deveremos participar na reabilitação financeira do País. Tal desígnio deverá levar-nos a pensar sobre qual a melhor forma de colaborarmos nesta “guerra”, para a qual fomos lançados por gente em quem confiámos para gerirem os nossos destinos.
O meu papel está há muito definido e nada mais posso fazer para além do que já faço: trabalhar, ter rendimentos e pagar os impostos devidos sobre os rendimentos auferidos. Se não trabalhar, não ganho. E os outros?
Será que o grande problema não reside naqueles que tendo o dever de gerirem o dinheiro que o Estado lhes confia não o fazem devidamente? Será que não radicará aqui a raiz de todo o nosso problema?
Exemplo 1: Alguém desconhece o que tem sido a prática dos nossos eleitos para que se perpetuem no poder? Ele é electrodomésticos, caminhos asfaltados, empregos… Tudo vale.
É verdade que tem sido feita alguma coisa no sentido de se contornar tais desmandos, mas “eles” arranjam sempre forma de contornar as barreiras (leis) que se lhes erguem. O ponto de ruptura no capítulo de empregos há muito que foi atingido, porém arranja-se sempre forma de se meter mais alguém, independentemente desse alguém não ser necessário nem mais valia. Nesta área do “emprego-favor” as Autarquias dão meças aos demais organismos públicos. Não digo que em todas as 308 Autarquias a doença da “Lei da Pescada” impere, mas não estarei longe da verdade se afirmar que numa esmagadora maioria delas tal aconteça. Porquê?
Exemplo 2: Porque é que o empenho profissional dos funcionários do Estado não é o melhor?
Penso que não há qualquer espécie de dúvidas que existem funcionários públicos cujo desempenho deverá ser classificado de excelente, mas todos sabemos que tal desempenho não é acompanhado por todos. O pior que esta assimetria promove é que é mais fácil desincentivar quem mais trabalha do que incentivar quem o não faz. Não sei se o problema é da ausência de leis específicas que possam punir os infractores ou da inépcia de quem manda. O que é certo é que este problema existe e contribui fortemente para o défice que o País enfrenta.
Em qualquer empresa privada deste Planeta é o trabalhador que “cava” o seu salário, cabendo à sua entidade patronal ser o seu fiel depositário. “Se alguém recebe o que não merece, alguém fica a perder”. (No Canadá há vinte anos foi despedido um engenheiro de uma Câmara Municipal por… não trabalhar. Nem o vínculo de muitos anos no quadro de funcionários o salvou. Em Portugal, pode-se despedir um funcionário por vários motivos, mas será que existe alguma lei que o permita como consequência directa de não trabalhar?)
Exemplo 3: Alguém já se perguntou se o cinto que nos pedem para apertar até 2013 vai voltar à sua forma original antes do aperto?
Pois bem… ainda não ouvi um único economista confirmar tal tese. Todos têm sido unânimes que, possivelmente, o pior ainda está para vir. As contrapartidas do Estado sobre obras realizadas no âmbito de projectos público-privados estão previstas para lá dessa data.
Porque será que nos recusamos a aceitar a ideia de que a avaliação de qualquer político não depende da obra física que ele possa deixar para a posteridade? Quantas obras nós conhecemos que foram elogiadas, referenciadas como marcos governativos e, passados poucos anos ou foram abandonadas sem que fossem concluídas ou viraram ruínas? Diante disto, o que dizer dos investimentos aí realizados (próprios, nacionais e comunitários)? Até dói só de pensar que algumas dessas “ruínas” ainda hoje não se encontram totalmente pagas à instituição bancária que as financiou, decorrendo “normalmente” o seu pagamento.
Porque será que muitos projectos são definidos numa lógica temporal curta à medida do mandato de quem a tutela? Isto é, porque é que o seu grau de importância é avaliado pelo que hoje poderá significar uma vez que o amanhã é longe e até lá muito poderá acontecer? Nesta lógica o que dizer de alguns compromissos que se estendem muito no tempo e sobre os quais não ouve cuidados acrescidos em salvaguardar os interesses de todos nós.
Tanta coisa há para fazer e corrigir!
Post Scriptum: Esta semana, alguém que no passado decidiu lutar contra a ditadura vigente antes do 25 de Abril, de uma forma diferente de outros, assumiu-se candidato a Presidente da República Portuguesa. A forma como o fez terá magoado muitos portugueses que nada tinham a ver com a Ditadura. Muitos desses Portugueses ainda hoje estão vivos e não se esquecem. Eu sou um deles. Poderá até ser eleito, mas nunca com o meu voto.
domingo, 9 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Cenas
Era uma vez um Homem, que não era
Todo nu, com uma faca no bolso
Sentado num banco todo em pau, mas de pedra
A ler um jornal sem letras
Sob a luz de um candeeiro apagado.
Esse jornal assim dizia:
“- Ó querida mocidade dos meus 100 anos
Vale mais morrer, do que perder a vida!”
Já lá vão muitos anos (40?) quando ouvi este “poema” pela primeira vez, à roda de uma fogueira, durante um acampamento numa floresta e numa noite de um “Fogo de Conselho” do Grupo 29 da AEP (Associação de Escuteiros de Portugal) ao qual pertencia, enquanto escuteiro e membro da Patrulha Castor.
Se hoje o evoco é porque nunca o mesmo se revelou tão actual face ao comportamento dos nossos governantes nos últimos tempos e com destaque para a semana que agora termina.
Vejamos então:
Cena 1
- Diante da divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto de Portugal, entre Abril e Junho de 2009, em que o INE revelava um crescimento de 0,3%, em Agosto de 2009, o nosso PM dizia:
“-… Com este resultado, Portugal sai tecnicamente da recessão económica em que se encontrava. Portugal é aliás um dos poucos países europeus que sai da recessão técnica enquanto o conjunto dos países europeus continua em recessão. Estes dados confirmam o acerto da política que temos seguido no que diz respeito às famílias, ao apoio às empresas e à promoção de investimento público, condição essencial para melhorar as condições da nossa economia e dar mais oportunidades de emprego e mostram que estamos no caminho seguro para uma recuperação económica que assinalará o fim de uma das mais graves crises que Portugal e a Europa tiveram de enfrentar…"
(Passados 8 meses!!!)
- Nesta 5ª feira o nosso PM recebia o líder do maior partido da oposição. Para contentamento de Sócrates, Passos Coelho disponibilizava-se para ajudar o Governo a tirar o País da crise. Qual Crise?
- Na 6ª feira, de manhã, o nosso PM no debate quinzenal na Assembleia da República centrado na dívida nacional, antecipava algumas medidas previstas no PEC por causa da… crise. Qual Crise?
- Na 6ª feira, à tarde, o nosso PR dizia: “…"Considero da maior importância que todas as forças políticas estejam bem conscientes da situação do nosso país para que não desviem as atenções para outras coisas e concentrem todos os seus esforços na resolução dos graves problemas que Portugal enfrenta".
Haja alguém que não fala em crise. Graves problemas não é a mesma coisa que crise. Ou será?
Cena 2
Durante o debate quinzenal que decorreu na Assembleia da República, na passada 6ª feira e na sequência das medidas apresentadas pelo Governo, que passam por cortes no subsídio de desemprego e que chegam aos 20%, Louçã e o nosso PM protagonizaram um diálogo muito interessante. Ora, vamos lá recordar:
Louçã perguntou: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
O nosso PM não respondeu à pergunta preferindo elogiar as virtudes das medidas.
Louçã voltou a perguntar: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
O nosso PM voltou a não responder à pergunta preferindo continuar a elogiar as virtudes das medidas.
Louçã (teimoso?) voltou a perguntar: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
Desta vez o nosso PM respondeu: “Esta é uma medida que está prevista no PEC. Não temos nenhum estudo para dizer qual a consequência orçamental (poupança é o nome que melhor se aplica) da redução do subsídio de desemprego. Aplicamos essa medida por ela ser justa”
Francisco Louçã ripostou, dizendo: “Fantástico! O Governo tomou uma medida para a qual não tem nenhum estudo”. Por fim, percebendo o alcance das palavras do seu adversário e para calar o incómodo causado, o nosso PM lá referiu que houve estudos só que… sem números.
Em que ficamos? Há estudos ou não há estudos?
Cena 3
À saída do Conselho de Ministros na passada quinta-feira, o Ministro das Finanças defendia (e muito bem, digo eu) que deveriam ser repensadas as Obras Públicas previstas, especialmente aquelas para as quais o Governo ainda não tivesse assumido qualquer compromisso, para além de não afastar a hipótese do aumento dos impostos caso tal fosse necessário para o controlo do défice.
Horas depois…
Nesse dia, à tarde, o Ministro das Obras Públicas reafirmava a intenção de se avançarem com todas as obras previstas, com excepção de um troço de 50 Km da Auto-estrada do Centro e a segunda Auto-estrada Lisboa-Porto.
Horas depois…
No dia seguinte, o nosso PM reforça a afirmação do seu Ministro das Obras Públicas ao mesmo tempo que rejeitava o aumento de impostos. Segundo ele: “…o Governo vai cumprir o PEC e lá nada consta sobre o aumento do IVA...”
Há aqui qualquer coisa que não bate a bota com a perdigota!
Com todas estas Cenas e outras que vamos conhecendo, gostaria de formular uma pergunta:
- Qual o resultado prático se a Comissão Parlamentar que avalia o negócio PT/TVI concluir que José Sócrates mentiu?
- Se ainda for PM, perde o mandato?
- E se já não for PM, o que lhe sucede? (Olha se o Ministro das Finanças se cansa e bate com a porta e o Passos Coelho continuar a acumular créditos... a sondagem da Marktest esta semana já o colocava 6 pontos à frente do Sócrates… não sei, não…)
Que desperdício de tempo e de dinheiro! Enquanto isso, o desemprego não pára de aumentar. Esta semana atingiu a maior percentagem de sempre: 10,5% de desempregados equivalente a 585.000 pessoas.
PERANTE TUDO ISTO, QUAL A RECEITA PARA INTERIORIZARMOS PENSAMENTOS POSITIVOS?
P.S. (Pelo Sardoal) – Esta semana existem dois acontecimentos sobre os quais gostaria de escrever alguma coisa: a Reunião da Assembleia Municipal e a 4ª Edição da Feira do Fumeiro, Queijo e Pão.
A Reunião da Assembleia Municipal que teve lugar na passada 3ª feira teve como “ponto alto” a discussão e a aprovação da Prestação de Contas de 2009. Na linha das reuniões que a precederam, sempre que o assunto versa a aprovação de contas de um exercício, de um lado existe um grupo minoritário que faz tudo por descredibilizar os resultados apresentados, enquanto que do outro lado existe outro grupo, fortemente maioritário que não se deixa convencer pelos argumentos dos outros, credibilizando e aprovando os resultados que lhes são apresentados pelo Executivo.
Dos números e percentagens apresentadas não me pronuncio, não só porque não conheço os resultados, como também essa tarefa a outros cabe. Porém, houve uma intervenção protagonizada por um membro da oposição que me fez não ficar indiferente. Passo a relatar:
De acordo com uma Deputada Municipal do PS, ainda que já tenha deixado de pertencer ao quadro dos funcionários da autarquia (vai para 5 anos), o seu nome ainda figura nos documentos da Prestação de Contas como sendo chefe de secção do urbanismo da Câmara Municipal de Sardoal durante o ano de 2009. Para além do seu caso identificou, ainda, outro caso de um funcionário já falecido há alguns anos, figurar também enquanto tendo feito parte do quadro da Autarquia no ano transacto.
Erros todos cometemos. Porém, o erro em questão, já havia sido por mim identificado há, pelo menos dois anos, (enquanto Vereador e quando o Executivo Municipal discutia a Prestação de Contas de 2007, eu próprio pedi para que se procedesse à correcção dessas anomalias, conforme consta na página 7, da acta 7/2008, de 9 de Abril de 2008). O que poderá ter levado a que tal correcção ainda hoje não tenha sido realizada?
No que concerne à Feira do Fumeiro, Queijo e Pão, é justo que nesta hora em que se avalia o seu sucesso, se concedam os parabéns aos responsáveis pela sua realização: Câmara Municipal de Sardoal em parceria com a Associação de Desenvolvimento TAGUS e a Associação Comercial e Serviços.
Esta Feira merece uma pergunta e um desejo.
A pergunta: Porque é que foi preciso passarem-se quatro anos para que ela se realizasse de novo?
O desejo: Que a 5ª Edição tenha lugar já no próximo ano!
Todo nu, com uma faca no bolso
Sentado num banco todo em pau, mas de pedra
A ler um jornal sem letras
Sob a luz de um candeeiro apagado.
Esse jornal assim dizia:
“- Ó querida mocidade dos meus 100 anos
Vale mais morrer, do que perder a vida!”
Já lá vão muitos anos (40?) quando ouvi este “poema” pela primeira vez, à roda de uma fogueira, durante um acampamento numa floresta e numa noite de um “Fogo de Conselho” do Grupo 29 da AEP (Associação de Escuteiros de Portugal) ao qual pertencia, enquanto escuteiro e membro da Patrulha Castor.
Se hoje o evoco é porque nunca o mesmo se revelou tão actual face ao comportamento dos nossos governantes nos últimos tempos e com destaque para a semana que agora termina.
Vejamos então:
Cena 1
- Diante da divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto de Portugal, entre Abril e Junho de 2009, em que o INE revelava um crescimento de 0,3%, em Agosto de 2009, o nosso PM dizia:
“-… Com este resultado, Portugal sai tecnicamente da recessão económica em que se encontrava. Portugal é aliás um dos poucos países europeus que sai da recessão técnica enquanto o conjunto dos países europeus continua em recessão. Estes dados confirmam o acerto da política que temos seguido no que diz respeito às famílias, ao apoio às empresas e à promoção de investimento público, condição essencial para melhorar as condições da nossa economia e dar mais oportunidades de emprego e mostram que estamos no caminho seguro para uma recuperação económica que assinalará o fim de uma das mais graves crises que Portugal e a Europa tiveram de enfrentar…"
(Passados 8 meses!!!)
- Nesta 5ª feira o nosso PM recebia o líder do maior partido da oposição. Para contentamento de Sócrates, Passos Coelho disponibilizava-se para ajudar o Governo a tirar o País da crise. Qual Crise?
- Na 6ª feira, de manhã, o nosso PM no debate quinzenal na Assembleia da República centrado na dívida nacional, antecipava algumas medidas previstas no PEC por causa da… crise. Qual Crise?
- Na 6ª feira, à tarde, o nosso PR dizia: “…"Considero da maior importância que todas as forças políticas estejam bem conscientes da situação do nosso país para que não desviem as atenções para outras coisas e concentrem todos os seus esforços na resolução dos graves problemas que Portugal enfrenta".
Haja alguém que não fala em crise. Graves problemas não é a mesma coisa que crise. Ou será?
Cena 2
Durante o debate quinzenal que decorreu na Assembleia da República, na passada 6ª feira e na sequência das medidas apresentadas pelo Governo, que passam por cortes no subsídio de desemprego e que chegam aos 20%, Louçã e o nosso PM protagonizaram um diálogo muito interessante. Ora, vamos lá recordar:
Louçã perguntou: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
O nosso PM não respondeu à pergunta preferindo elogiar as virtudes das medidas.
Louçã voltou a perguntar: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
O nosso PM voltou a não responder à pergunta preferindo continuar a elogiar as virtudes das medidas.
Louçã (teimoso?) voltou a perguntar: “- Qual o valor da redução resultante do corte no subsídio de desemprego?”
Desta vez o nosso PM respondeu: “Esta é uma medida que está prevista no PEC. Não temos nenhum estudo para dizer qual a consequência orçamental (poupança é o nome que melhor se aplica) da redução do subsídio de desemprego. Aplicamos essa medida por ela ser justa”
Francisco Louçã ripostou, dizendo: “Fantástico! O Governo tomou uma medida para a qual não tem nenhum estudo”. Por fim, percebendo o alcance das palavras do seu adversário e para calar o incómodo causado, o nosso PM lá referiu que houve estudos só que… sem números.
Em que ficamos? Há estudos ou não há estudos?
Cena 3
À saída do Conselho de Ministros na passada quinta-feira, o Ministro das Finanças defendia (e muito bem, digo eu) que deveriam ser repensadas as Obras Públicas previstas, especialmente aquelas para as quais o Governo ainda não tivesse assumido qualquer compromisso, para além de não afastar a hipótese do aumento dos impostos caso tal fosse necessário para o controlo do défice.
Horas depois…
Nesse dia, à tarde, o Ministro das Obras Públicas reafirmava a intenção de se avançarem com todas as obras previstas, com excepção de um troço de 50 Km da Auto-estrada do Centro e a segunda Auto-estrada Lisboa-Porto.
Horas depois…
No dia seguinte, o nosso PM reforça a afirmação do seu Ministro das Obras Públicas ao mesmo tempo que rejeitava o aumento de impostos. Segundo ele: “…o Governo vai cumprir o PEC e lá nada consta sobre o aumento do IVA...”
Há aqui qualquer coisa que não bate a bota com a perdigota!
Com todas estas Cenas e outras que vamos conhecendo, gostaria de formular uma pergunta:
- Qual o resultado prático se a Comissão Parlamentar que avalia o negócio PT/TVI concluir que José Sócrates mentiu?
- Se ainda for PM, perde o mandato?
- E se já não for PM, o que lhe sucede? (Olha se o Ministro das Finanças se cansa e bate com a porta e o Passos Coelho continuar a acumular créditos... a sondagem da Marktest esta semana já o colocava 6 pontos à frente do Sócrates… não sei, não…)
Que desperdício de tempo e de dinheiro! Enquanto isso, o desemprego não pára de aumentar. Esta semana atingiu a maior percentagem de sempre: 10,5% de desempregados equivalente a 585.000 pessoas.
PERANTE TUDO ISTO, QUAL A RECEITA PARA INTERIORIZARMOS PENSAMENTOS POSITIVOS?
P.S. (Pelo Sardoal) – Esta semana existem dois acontecimentos sobre os quais gostaria de escrever alguma coisa: a Reunião da Assembleia Municipal e a 4ª Edição da Feira do Fumeiro, Queijo e Pão.
A Reunião da Assembleia Municipal que teve lugar na passada 3ª feira teve como “ponto alto” a discussão e a aprovação da Prestação de Contas de 2009. Na linha das reuniões que a precederam, sempre que o assunto versa a aprovação de contas de um exercício, de um lado existe um grupo minoritário que faz tudo por descredibilizar os resultados apresentados, enquanto que do outro lado existe outro grupo, fortemente maioritário que não se deixa convencer pelos argumentos dos outros, credibilizando e aprovando os resultados que lhes são apresentados pelo Executivo.
Dos números e percentagens apresentadas não me pronuncio, não só porque não conheço os resultados, como também essa tarefa a outros cabe. Porém, houve uma intervenção protagonizada por um membro da oposição que me fez não ficar indiferente. Passo a relatar:
De acordo com uma Deputada Municipal do PS, ainda que já tenha deixado de pertencer ao quadro dos funcionários da autarquia (vai para 5 anos), o seu nome ainda figura nos documentos da Prestação de Contas como sendo chefe de secção do urbanismo da Câmara Municipal de Sardoal durante o ano de 2009. Para além do seu caso identificou, ainda, outro caso de um funcionário já falecido há alguns anos, figurar também enquanto tendo feito parte do quadro da Autarquia no ano transacto.
Erros todos cometemos. Porém, o erro em questão, já havia sido por mim identificado há, pelo menos dois anos, (enquanto Vereador e quando o Executivo Municipal discutia a Prestação de Contas de 2007, eu próprio pedi para que se procedesse à correcção dessas anomalias, conforme consta na página 7, da acta 7/2008, de 9 de Abril de 2008). O que poderá ter levado a que tal correcção ainda hoje não tenha sido realizada?
No que concerne à Feira do Fumeiro, Queijo e Pão, é justo que nesta hora em que se avalia o seu sucesso, se concedam os parabéns aos responsáveis pela sua realização: Câmara Municipal de Sardoal em parceria com a Associação de Desenvolvimento TAGUS e a Associação Comercial e Serviços.
Esta Feira merece uma pergunta e um desejo.
A pergunta: Porque é que foi preciso passarem-se quatro anos para que ela se realizasse de novo?
O desejo: Que a 5ª Edição tenha lugar já no próximo ano!
domingo, 25 de abril de 2010
25 de Abril
Há um ano, aquando da comemoração do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974, formulei quatro questões. Pelo facto de ainda não ter obtido respostas às mesmas, volto a repeti-las na expectativa de alguém me ajudar a encontrá-las.
Assim:
- Quais as diferenças e semelhanças entre o antes e o depois de 25 de Abril de 1974 e o "triunfo dos porcos" de George Orwell?
- Em que raio de comboio o 25 de Abril entrou que ainda não chegou à Estação da tal Grândola Vila Morena, a tal "terra da fraternidade e da igualdade?" Será que a albufeira do Alqueva já a submergiu ou um qualquer aeroporto internacional já a soterrou?
- Porque é que a "revolução dos cravos" gerou a "lei das rosas", a qual determina que muitos sejam a agarrar as suas hastes, mesmo que cravem os espinhos nas suas próprias mãos, enquanto alguns, muito poucos, se deleitam com o aroma das suas pétalas?
- Quando é que todos nós aprendemos a ter juízo?
Se há um ano todas estas questões eram justificáveis, por tudo aquilo que temos vindo a assistir, hoje não poderiam ser mais actuais.
O estranho de tudo isto (ou talvez não) é que alguns dos que mais contribuíram para o seu insucesso venham agora afirmar que, de entre outras coisas, se cometeram erros no processo de descolonização.
Será que eu e todos aqueles que vivemos por dentro a descolonização ouvimos bem?
Será que, e dando o exemplo de Moçambique que conheço melhor, foram salvaguardados os interesses e a vontade do povo Moçambicano? O que aconteceu ao Dr. Domingos Arouca, à Dra. Joana Simião e a tantos outros ilustres Moçambicanos que amavam a sua terra e também queriam a sua independência?
Hoje, mais do que nunca, tenho orgulho de ter crescido num seio de um povo admirável. É este mesmo povo que depois de ter sido abandonado à sua sorte é capaz de ostentar hoje, passados que são 35 anos de independência, novas placas toponímicas na cidade da Beira, nas quais se pode ler: “Rua Eça de Queirós”; “Rua Fernão de Magalhães”; “Rua do Padre Américo”; “Largo Caldas Xavier”; “Rua Mouzinho de Albuquerque”; “Rua do Governador Augusto Castilho” e tantas outras. Simplesmente admirável! Os Moçambicanos foram capazes de enfrentar a História e aceitaram-na.
E nós? Quantas Ruas deste País nós conhecemos que mudaram de nome apenas e só porque pertenciam a ilustres figuras do anterior regime de Salazar? Qual a diferença entre muitas dessas figuras e algumas daquelas que pertencem ao actual regime, dito democrático?
Porque será que começam a “aterrar” em Portugal alguns “fantasmas” exilados há 36 anos?
Porque será que em 2006, pelas melhores e/ou pelas piores razões, Salazar já foi considerado a figura marcante portuguesa durante o século XX?
Alguém dirá que preferirá passar fome e viver nesta espécie de democracia do que voltar a experimentar os rigores da ditadura. O pior é quando esse alguém perceber que embora ele consiga suportar a dor da sua fome é incapaz de assistir à dor que a fome inflige àqueles que ama.
Que o 25 de Abril de 2010 seja a viragem de um novo rumo para todos os portugueses, onde não caiba a injustiça e a igualdade se afirme.
Post Scriptum: No meu último artigo questionei as razões que poderiam levar ao facto de no sítio da Internet da Câmara Municipal do Sardoal ainda constar o Programa da Semana Santa no Sardoal que decorreu entre os dias 1 e 4 de Abril ao mesmo tempo que sobre o que havia sido a Semana Santa nada se encontrava registado.
Sobre o assunto questionei se não se estaria a subestimar o poder da Internet no que concerne ao binómio custo/eficiência quando em causa estaria, apenas e só, a promoção turística do Concelho do Sardoal questionando-me ainda que a manter-se a informação “do que vai acontecer” e ignorando-se “o que aconteceu” se não seria uma deficiente estratégia promocional.
Será que existem dúvidas sobre qual o meio de informação privilegiada a utilizar por alguém interessado em conhecer as mais valias turísticas de um Concelho, que não conhece e que pretende visitar? Será que alguém que tenha assistido às filmagens da Semana Santa do Sardoal deste ano, transmitidas através da televisão e diante do desconhecimento que possui sobre o nosso Concelho, aliado ao interesse que o assunto eventualmente lhe tenha merecido, não buscará no sítio da Internet da Câmara Municipal de Sardoal informação adicional?
Se eu pretendo conhecer as potencialidades turísticas de um Concelho só tenho um caminho: fazer uma “visita” ao sítio da Internet desse Concelho. Será que alguém que pretenda conhecer o que o Sardoal tem para oferecer, a quem o visita, procura o “três bicas” ou outro “blogue” de alguém que aqui resida? É claro que não.
Foi pensando no interesse do meu Concelho (quanto melhor ele estiver, melhor estou eu) que entendi “agitar” um pouco este assunto, sem com isso ter querido ferir susceptibilidades a quem quer que fosse. E quando todos sabemos que é abundante a informação sobre o que foi a nossa Semana Santa deste ano, não poderia estar mais certo na minha decisão.
Porém, pelo que pude ler num artigo de um blogue local, pertencente a um chefe de secção da Câmara Municipal do Sardoal, responsável operacional pelo Turismo Sardoalense, depois de ter tecido algumas considerações quanto ao facto da promoção e divulgação da Semana Santa de 2010 ter sido a maior alguma vez realizada dentro e fora do Concelho, referiu a dado passo:
“… Podem visualizar a reportagem da TVI (aos 8,58 m) num total de 2,13 minutos e na RTP (aos 11,40 m) num total de 7,20 minutos.
Só quem anda muito distraído ou está afastado da realidade que o rodeia é que pode afirmar que a divulgação da Semana Santa está praticamente dependente das redes informáticas, facebooks e companhias (claro que são importantes mas… esta discussão fica para mais tarde).
Se fosse católico diria “perdoai-lhes senhor, que não sabem o que dizem”.
O que ressalta desta informação não é a forma como o seu autor deprecia o meu pensamento sobre o assunto em apreço, nem o despropósito de invocar um Deus que afirma não reconhecer (as acções ficam com quem as pratica), mas tão só a leitura distorcida que é feita ao meu pensamento e a estranha relação que existe em todo este processo da Semana Santa, entre o site da Câmara Municipal de Sardoal e um blogue de um seu funcionário, por sinal, com responsabilidades acrescidas na matéria.
Concretizando.
NUNCA coloquei em causa a forma como foi conduzida a divulgação do programa da Semana Santa, nem tão pouco o esforço titânico efectuado para que as televisões a divulgassem. O que SEMPRE referi foi que, concluído o evento, deveria o sítio da Câmara Municipal do Sardoal, na sua página “Semana Santa 2010” abrir uma nova “pasta” sobre o que foi a Semana Santa, qual álbum para mais tarde recordar ou qual “engodo turístico” para mais tarde experimentar.
Já quanto à forma como este assunto é abordado no sítio da Internet da Câmara Municipal e no blogue deste seu funcionário, é fácil perceber que a informação não se cruza, mas que se completa: a Câmara Municipal de Sardoal divulga e promove o evento na linha do que vai ser; concluído o evento, o funcionário divulga e promove o evento na linha do que foi.
Consultando ambos verifica-se que no blogue do funcionário não existe uma só palavra sobre o assunto antes do evento ter acontecido (esse papel foi da responsabilidade da Câmara) e, em paralelo, no sítio da Câmara Municipal do Sardoal são existe uma só palavra sobre o assunto depois do evento ter acontecido (esse papel, até ao momento, foi da responsabilidade do referido funcionário). Não é estranho?
Sentindo que é chegada a hora de virar a página sobre este assunto, penso que existem três caminhos que os responsáveis políticos pela Autarquia Sardoalense deveriam optar:
- Ou entendem que a informação que o sítio da Câmara Municipal do Sardoal que trata o tema da Semana Santa de 2010 deve-se manter tal qual está, não devendo proceder-se a sua actualização, uma vez que a mesma responde aos propósitos previstos na sua criação, esperando que outros registem e divulguem a forma como decorreu este evento turístico-religioso;
- Ou entendem que a informação actualmente disponível no sítio da Câmara Municipal, já não serve, uma vez que o evento já passou, e simplesmente determinam a sua eliminação;
- Ou concordam com a minha tese e determinam que na “pasta” que contem a Semana Santa de 2010 seja colocado um novo ficheiro com informação relativa ao que foi a Semana Santa deste ano. Por certo o funcionário não se importará de partilhar com a Câmara Municipal os “links” que possui no seu artigo sobre as filmagens emitidas pela RTP e pela TVI permitindo que aqueles que pretendam reviver as imagens transmitidas possam obtê-las, também, através do sítio da Câmara, sua entidade patronal. Quanto a fotografias estou disposto a ceder as que possuo sobre o evento, embora perceba que pela sua fraca qualidade, e diante do espólio recolhido por outros, muito mais peritos na área do que eu, não mereçam qualquer procura ou atenção.
O pior que pode acontecer a uma sociedade é ela sentir que atingiu o limite do saber e que tudo o que faz é paradigma da perfeição.
Assim:
- Quais as diferenças e semelhanças entre o antes e o depois de 25 de Abril de 1974 e o "triunfo dos porcos" de George Orwell?
- Em que raio de comboio o 25 de Abril entrou que ainda não chegou à Estação da tal Grândola Vila Morena, a tal "terra da fraternidade e da igualdade?" Será que a albufeira do Alqueva já a submergiu ou um qualquer aeroporto internacional já a soterrou?
- Porque é que a "revolução dos cravos" gerou a "lei das rosas", a qual determina que muitos sejam a agarrar as suas hastes, mesmo que cravem os espinhos nas suas próprias mãos, enquanto alguns, muito poucos, se deleitam com o aroma das suas pétalas?
- Quando é que todos nós aprendemos a ter juízo?
Se há um ano todas estas questões eram justificáveis, por tudo aquilo que temos vindo a assistir, hoje não poderiam ser mais actuais.
O estranho de tudo isto (ou talvez não) é que alguns dos que mais contribuíram para o seu insucesso venham agora afirmar que, de entre outras coisas, se cometeram erros no processo de descolonização.
Será que eu e todos aqueles que vivemos por dentro a descolonização ouvimos bem?
Será que, e dando o exemplo de Moçambique que conheço melhor, foram salvaguardados os interesses e a vontade do povo Moçambicano? O que aconteceu ao Dr. Domingos Arouca, à Dra. Joana Simião e a tantos outros ilustres Moçambicanos que amavam a sua terra e também queriam a sua independência?
Hoje, mais do que nunca, tenho orgulho de ter crescido num seio de um povo admirável. É este mesmo povo que depois de ter sido abandonado à sua sorte é capaz de ostentar hoje, passados que são 35 anos de independência, novas placas toponímicas na cidade da Beira, nas quais se pode ler: “Rua Eça de Queirós”; “Rua Fernão de Magalhães”; “Rua do Padre Américo”; “Largo Caldas Xavier”; “Rua Mouzinho de Albuquerque”; “Rua do Governador Augusto Castilho” e tantas outras. Simplesmente admirável! Os Moçambicanos foram capazes de enfrentar a História e aceitaram-na.
E nós? Quantas Ruas deste País nós conhecemos que mudaram de nome apenas e só porque pertenciam a ilustres figuras do anterior regime de Salazar? Qual a diferença entre muitas dessas figuras e algumas daquelas que pertencem ao actual regime, dito democrático?
Porque será que começam a “aterrar” em Portugal alguns “fantasmas” exilados há 36 anos?
Porque será que em 2006, pelas melhores e/ou pelas piores razões, Salazar já foi considerado a figura marcante portuguesa durante o século XX?
Alguém dirá que preferirá passar fome e viver nesta espécie de democracia do que voltar a experimentar os rigores da ditadura. O pior é quando esse alguém perceber que embora ele consiga suportar a dor da sua fome é incapaz de assistir à dor que a fome inflige àqueles que ama.
Que o 25 de Abril de 2010 seja a viragem de um novo rumo para todos os portugueses, onde não caiba a injustiça e a igualdade se afirme.
Post Scriptum: No meu último artigo questionei as razões que poderiam levar ao facto de no sítio da Internet da Câmara Municipal do Sardoal ainda constar o Programa da Semana Santa no Sardoal que decorreu entre os dias 1 e 4 de Abril ao mesmo tempo que sobre o que havia sido a Semana Santa nada se encontrava registado.
Sobre o assunto questionei se não se estaria a subestimar o poder da Internet no que concerne ao binómio custo/eficiência quando em causa estaria, apenas e só, a promoção turística do Concelho do Sardoal questionando-me ainda que a manter-se a informação “do que vai acontecer” e ignorando-se “o que aconteceu” se não seria uma deficiente estratégia promocional.
Será que existem dúvidas sobre qual o meio de informação privilegiada a utilizar por alguém interessado em conhecer as mais valias turísticas de um Concelho, que não conhece e que pretende visitar? Será que alguém que tenha assistido às filmagens da Semana Santa do Sardoal deste ano, transmitidas através da televisão e diante do desconhecimento que possui sobre o nosso Concelho, aliado ao interesse que o assunto eventualmente lhe tenha merecido, não buscará no sítio da Internet da Câmara Municipal de Sardoal informação adicional?
Se eu pretendo conhecer as potencialidades turísticas de um Concelho só tenho um caminho: fazer uma “visita” ao sítio da Internet desse Concelho. Será que alguém que pretenda conhecer o que o Sardoal tem para oferecer, a quem o visita, procura o “três bicas” ou outro “blogue” de alguém que aqui resida? É claro que não.
Foi pensando no interesse do meu Concelho (quanto melhor ele estiver, melhor estou eu) que entendi “agitar” um pouco este assunto, sem com isso ter querido ferir susceptibilidades a quem quer que fosse. E quando todos sabemos que é abundante a informação sobre o que foi a nossa Semana Santa deste ano, não poderia estar mais certo na minha decisão.
Porém, pelo que pude ler num artigo de um blogue local, pertencente a um chefe de secção da Câmara Municipal do Sardoal, responsável operacional pelo Turismo Sardoalense, depois de ter tecido algumas considerações quanto ao facto da promoção e divulgação da Semana Santa de 2010 ter sido a maior alguma vez realizada dentro e fora do Concelho, referiu a dado passo:
“… Podem visualizar a reportagem da TVI (aos 8,58 m) num total de 2,13 minutos e na RTP (aos 11,40 m) num total de 7,20 minutos.
Só quem anda muito distraído ou está afastado da realidade que o rodeia é que pode afirmar que a divulgação da Semana Santa está praticamente dependente das redes informáticas, facebooks e companhias (claro que são importantes mas… esta discussão fica para mais tarde).
Se fosse católico diria “perdoai-lhes senhor, que não sabem o que dizem”.
O que ressalta desta informação não é a forma como o seu autor deprecia o meu pensamento sobre o assunto em apreço, nem o despropósito de invocar um Deus que afirma não reconhecer (as acções ficam com quem as pratica), mas tão só a leitura distorcida que é feita ao meu pensamento e a estranha relação que existe em todo este processo da Semana Santa, entre o site da Câmara Municipal de Sardoal e um blogue de um seu funcionário, por sinal, com responsabilidades acrescidas na matéria.
Concretizando.
NUNCA coloquei em causa a forma como foi conduzida a divulgação do programa da Semana Santa, nem tão pouco o esforço titânico efectuado para que as televisões a divulgassem. O que SEMPRE referi foi que, concluído o evento, deveria o sítio da Câmara Municipal do Sardoal, na sua página “Semana Santa 2010” abrir uma nova “pasta” sobre o que foi a Semana Santa, qual álbum para mais tarde recordar ou qual “engodo turístico” para mais tarde experimentar.
Já quanto à forma como este assunto é abordado no sítio da Internet da Câmara Municipal e no blogue deste seu funcionário, é fácil perceber que a informação não se cruza, mas que se completa: a Câmara Municipal de Sardoal divulga e promove o evento na linha do que vai ser; concluído o evento, o funcionário divulga e promove o evento na linha do que foi.
Consultando ambos verifica-se que no blogue do funcionário não existe uma só palavra sobre o assunto antes do evento ter acontecido (esse papel foi da responsabilidade da Câmara) e, em paralelo, no sítio da Câmara Municipal do Sardoal são existe uma só palavra sobre o assunto depois do evento ter acontecido (esse papel, até ao momento, foi da responsabilidade do referido funcionário). Não é estranho?
Sentindo que é chegada a hora de virar a página sobre este assunto, penso que existem três caminhos que os responsáveis políticos pela Autarquia Sardoalense deveriam optar:
- Ou entendem que a informação que o sítio da Câmara Municipal do Sardoal que trata o tema da Semana Santa de 2010 deve-se manter tal qual está, não devendo proceder-se a sua actualização, uma vez que a mesma responde aos propósitos previstos na sua criação, esperando que outros registem e divulguem a forma como decorreu este evento turístico-religioso;
- Ou entendem que a informação actualmente disponível no sítio da Câmara Municipal, já não serve, uma vez que o evento já passou, e simplesmente determinam a sua eliminação;
- Ou concordam com a minha tese e determinam que na “pasta” que contem a Semana Santa de 2010 seja colocado um novo ficheiro com informação relativa ao que foi a Semana Santa deste ano. Por certo o funcionário não se importará de partilhar com a Câmara Municipal os “links” que possui no seu artigo sobre as filmagens emitidas pela RTP e pela TVI permitindo que aqueles que pretendam reviver as imagens transmitidas possam obtê-las, também, através do sítio da Câmara, sua entidade patronal. Quanto a fotografias estou disposto a ceder as que possuo sobre o evento, embora perceba que pela sua fraca qualidade, e diante do espólio recolhido por outros, muito mais peritos na área do que eu, não mereçam qualquer procura ou atenção.
O pior que pode acontecer a uma sociedade é ela sentir que atingiu o limite do saber e que tudo o que faz é paradigma da perfeição.
domingo, 18 de abril de 2010
A solução é CAVAR
Esta semana li um artigo muito “interessante” que dava conta que Portugal corre o risco de falência económica. De acordo com um reputado economista, ex-chefe do Fundo Monetário Internacional:
“… Portugal, tal como a Grécia, corre riscos de falência económica e é hoje um país mais arriscado que a Argentina falida de 2001…
… Nem os líderes da Grécia nem os de Portugal estão preparados para impor as políticas necessárias e no caso português não se está sequer a discutir cortes sérios…
… Portugal vai ter níveis de desemprego elevadíssimos nos próximos anos…
… Portugal está esperançado que poderá sair desta situação pelo crescimento, mas isso só poderia acontecer com um extraordinário boom económico…
… Os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando para depois pedirem ajuda externa…
… Portugal entrou numa espiral de dívida insustentável…
… Portugal gastou demasiado durante os últimos anos, com a dívida pública a atingir os 78% do PIB em 2009 (comparando com 114% da Grécia e os 62% da Argentina, quando entrou em incumprimento). Esta dívida tem sido financiada sobretudo por investimento estrangeiro e em vez de pagar os juros desses títulos, Portugal optou por, ano pós ano, refinanciar a sua dívida…
… Em 2012, o rácio dívida pública/PIB português deverá atingir os 108% se o país atingir as metas de corte do défice. Chegar-se-á, no entanto a um ponto em que os mercados financeiros vão simplesmente recusar-se a financiar este esquema Ponzi…"
Diante desta avaliação macroeconómica, veio de pronto o nosso Ministro das Finanças afirmar que: “… num Mercado de expressão livre, também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os Países da Zona Euro e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única...” (perceberam?).
Doutros quadrantes surgiram as mais diversas reacções:
- Prof. Aníbal Cavaco Silva (Presidente da República): “… como Presidente da República não concordo com muita coisa que foi dita…” (quais serão as que concorda?)
- Prof. Bagão Félix (ex-ministro das Finanças de José Sócrates): “… se nada for feito e continuarmos no mesmo rumo, o risco de falência é real”.
- Prof. Abel Mateus (ex-presidente da Autoridade da Concorrência e ex-conselheiro do Banco de Portugal): “… Portugal pode ter um endividamento externo na ordem dos 240% do PIB em 2020 se avançar com o TGV, novo Aeroporto ou Auto-estradas, arriscando a entrar na bancarrota na próxima década, tal como aconteceu na Islândia no último Outono. A curto prazo a acontecer, só se o País não tiver juízo...”. (E será que o País vai ter juízo? – pergunto eu.)
É verdade que em Portugal não foram cometidos os mesmos erros políticos que na Grécia (aquela, segundo a qual os governantes gregos, entre o período de 2004 e 2009, terem aumentado o número de funcionários públicos em 50% e no mesmo período terem-lhes aumentado os vencimentos em 100%, nem ao diabo lembraria, foi o golpe de misericórdia), mas foram e continuam a ser cometidos outros, cujo resultado final só pode ser o nosso colapso financeiro. É tudo uma questão de tempo.
Colocando de parte algumas estratégias difíceis de entender (TGVs, Novo Aeroporto, Nova Ponte sobre o Tejo, Novas Auto-estradas e outros Negócios Pouco Claros), em Portugal governa-se para o voto e tudo vale. Os meios justificam os fins. Não foi um Presidente de Câmara que num Congresso do seu Partido, há cerca de 15 dias, afirmou publicamente que: “…se não fosse mentiroso não era Presidente de Câmara”? Em resposta a tamanha ousadia, em vez de um coro de vaias e assobios, obteve palmas e gargalhadas.
Escrevia eu aqui há algumas semanas, que o PEC que o governo apresentou e que a Comunidade Europeia aprovou (cá para mim foi mais a concessão do benefício da dúvida do que a aprovação que o nosso governo tanto deixa a entender) que as medidas previstas para a inversão do caminho que temos tomado são francamente insuficientes. É como se quiséssemos curar uma pneumonia aguda com recurso a caldos de galinha e xaropes de cenoura. Depois de ter ouvido o Ministro da Economia esta semana mais convencido fiquei da minha tese: Quem distribui os dinheiros dos nossos impostos, continua a não perceber a dimensão do esforço que todos fazemos. É tão ténue a nossa estrutura empresarial que ao mínimo abanão a mesma pode ruir! E depois, como se pode continuar a "alimentar" uma máquina que não tem capacidade para se "auto-alimentar"?
O dia do “juízo final” aproxima-se a passos largos e todos aqueles que, por enquanto, ainda não engrossam o “exército” de desempregados que “invadiu” Portugal, continuam a assobiar para o ar ao pensarem, erradamente, que tal "desgraça" só acontece aos outros. Será?
É por tudo isto que penso que nunca uma só palavra teve tanto sentido: CAVAR.
- Ou continuamos, como até aqui, a CAVAR a nossa própria sepultura;
- Ou começamos a pensar como CAVAR daqui para fora;
- Ou na lógica do instinto de sobrevivência do indivíduo voltamos a fazer aquilo que os nossos antepassados sempre fizeram: CAVAR a terra e dela tirar o sustento para nós e para os nossos.
Enquanto a esmagadora maioria dos portugueses, em breve, terá de se debater sobre qual das três vias que deverá escolher para si, haverá por certos outros que apenas se preocuparão apenas em CAVAR daqui para fora, preferencialmente para algum canto paradisíaco deste planeta, e desfrutar das fortunas que amealharam à custa da nossa cumplicidade feita de silêncios e indiferenças.
Post Scriptum: O sítio na internet da Câmara Municipal do Sardoal (www.cm-sardoal.pt) continua a divulgar o programa da Semana Santa de 1 a 4 de Abril de 2010. O conteúdo é excelente para a divulgação de um facto que irá acontecer num tempo futuro, mas quando são passadas duas semanas após a sua realização e o mesmo conteúdo se mantém inalterável, poderá perguntar-se a quem serve essa informação. Não quero pensar que o mesmo se deve a uma estratégia de promoção turística da Autarquia, nem a um eventual “desleixo”, mas tão só a um problema informático ou uma sobrecarga de tarefas dos serviços responsáveis por tal actualização.
- Será que ainda não é chegada a hora de se actualizar a “SEMANA SANTA 2010” com a informação recolhida sobre o que foi a “nossa” Semana Santa deste ano?
- Será que não está a ser subestimado o poder da internet no que concerne ao binómio custo/eficiência quando em causa está, apenas e só, a promoção turística do Concelho do Sardoal?
- Será que a manter-se a informação “do que vai acontecer” e ignorar-se “o que aconteceu” não é uma deficiente estratégia promocional?
- Ou será que todo este meu pensamento não passa de um mero exercício de retórica, sem qualquer nexo?
- Será? …
“… Portugal, tal como a Grécia, corre riscos de falência económica e é hoje um país mais arriscado que a Argentina falida de 2001…
… Nem os líderes da Grécia nem os de Portugal estão preparados para impor as políticas necessárias e no caso português não se está sequer a discutir cortes sérios…
… Portugal vai ter níveis de desemprego elevadíssimos nos próximos anos…
… Portugal está esperançado que poderá sair desta situação pelo crescimento, mas isso só poderia acontecer com um extraordinário boom económico…
… Os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando para depois pedirem ajuda externa…
… Portugal entrou numa espiral de dívida insustentável…
… Portugal gastou demasiado durante os últimos anos, com a dívida pública a atingir os 78% do PIB em 2009 (comparando com 114% da Grécia e os 62% da Argentina, quando entrou em incumprimento). Esta dívida tem sido financiada sobretudo por investimento estrangeiro e em vez de pagar os juros desses títulos, Portugal optou por, ano pós ano, refinanciar a sua dívida…
… Em 2012, o rácio dívida pública/PIB português deverá atingir os 108% se o país atingir as metas de corte do défice. Chegar-se-á, no entanto a um ponto em que os mercados financeiros vão simplesmente recusar-se a financiar este esquema Ponzi…"
Diante desta avaliação macroeconómica, veio de pronto o nosso Ministro das Finanças afirmar que: “… num Mercado de expressão livre, também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os Países da Zona Euro e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única...” (perceberam?).
Doutros quadrantes surgiram as mais diversas reacções:
- Prof. Aníbal Cavaco Silva (Presidente da República): “… como Presidente da República não concordo com muita coisa que foi dita…” (quais serão as que concorda?)
- Prof. Bagão Félix (ex-ministro das Finanças de José Sócrates): “… se nada for feito e continuarmos no mesmo rumo, o risco de falência é real”.
- Prof. Abel Mateus (ex-presidente da Autoridade da Concorrência e ex-conselheiro do Banco de Portugal): “… Portugal pode ter um endividamento externo na ordem dos 240% do PIB em 2020 se avançar com o TGV, novo Aeroporto ou Auto-estradas, arriscando a entrar na bancarrota na próxima década, tal como aconteceu na Islândia no último Outono. A curto prazo a acontecer, só se o País não tiver juízo...”. (E será que o País vai ter juízo? – pergunto eu.)
É verdade que em Portugal não foram cometidos os mesmos erros políticos que na Grécia (aquela, segundo a qual os governantes gregos, entre o período de 2004 e 2009, terem aumentado o número de funcionários públicos em 50% e no mesmo período terem-lhes aumentado os vencimentos em 100%, nem ao diabo lembraria, foi o golpe de misericórdia), mas foram e continuam a ser cometidos outros, cujo resultado final só pode ser o nosso colapso financeiro. É tudo uma questão de tempo.
Colocando de parte algumas estratégias difíceis de entender (TGVs, Novo Aeroporto, Nova Ponte sobre o Tejo, Novas Auto-estradas e outros Negócios Pouco Claros), em Portugal governa-se para o voto e tudo vale. Os meios justificam os fins. Não foi um Presidente de Câmara que num Congresso do seu Partido, há cerca de 15 dias, afirmou publicamente que: “…se não fosse mentiroso não era Presidente de Câmara”? Em resposta a tamanha ousadia, em vez de um coro de vaias e assobios, obteve palmas e gargalhadas.
Escrevia eu aqui há algumas semanas, que o PEC que o governo apresentou e que a Comunidade Europeia aprovou (cá para mim foi mais a concessão do benefício da dúvida do que a aprovação que o nosso governo tanto deixa a entender) que as medidas previstas para a inversão do caminho que temos tomado são francamente insuficientes. É como se quiséssemos curar uma pneumonia aguda com recurso a caldos de galinha e xaropes de cenoura. Depois de ter ouvido o Ministro da Economia esta semana mais convencido fiquei da minha tese: Quem distribui os dinheiros dos nossos impostos, continua a não perceber a dimensão do esforço que todos fazemos. É tão ténue a nossa estrutura empresarial que ao mínimo abanão a mesma pode ruir! E depois, como se pode continuar a "alimentar" uma máquina que não tem capacidade para se "auto-alimentar"?
O dia do “juízo final” aproxima-se a passos largos e todos aqueles que, por enquanto, ainda não engrossam o “exército” de desempregados que “invadiu” Portugal, continuam a assobiar para o ar ao pensarem, erradamente, que tal "desgraça" só acontece aos outros. Será?
É por tudo isto que penso que nunca uma só palavra teve tanto sentido: CAVAR.
- Ou continuamos, como até aqui, a CAVAR a nossa própria sepultura;
- Ou começamos a pensar como CAVAR daqui para fora;
- Ou na lógica do instinto de sobrevivência do indivíduo voltamos a fazer aquilo que os nossos antepassados sempre fizeram: CAVAR a terra e dela tirar o sustento para nós e para os nossos.
Enquanto a esmagadora maioria dos portugueses, em breve, terá de se debater sobre qual das três vias que deverá escolher para si, haverá por certos outros que apenas se preocuparão apenas em CAVAR daqui para fora, preferencialmente para algum canto paradisíaco deste planeta, e desfrutar das fortunas que amealharam à custa da nossa cumplicidade feita de silêncios e indiferenças.
Post Scriptum: O sítio na internet da Câmara Municipal do Sardoal (www.cm-sardoal.pt) continua a divulgar o programa da Semana Santa de 1 a 4 de Abril de 2010. O conteúdo é excelente para a divulgação de um facto que irá acontecer num tempo futuro, mas quando são passadas duas semanas após a sua realização e o mesmo conteúdo se mantém inalterável, poderá perguntar-se a quem serve essa informação. Não quero pensar que o mesmo se deve a uma estratégia de promoção turística da Autarquia, nem a um eventual “desleixo”, mas tão só a um problema informático ou uma sobrecarga de tarefas dos serviços responsáveis por tal actualização.
- Será que ainda não é chegada a hora de se actualizar a “SEMANA SANTA 2010” com a informação recolhida sobre o que foi a “nossa” Semana Santa deste ano?
- Será que não está a ser subestimado o poder da internet no que concerne ao binómio custo/eficiência quando em causa está, apenas e só, a promoção turística do Concelho do Sardoal?
- Será que a manter-se a informação “do que vai acontecer” e ignorar-se “o que aconteceu” não é uma deficiente estratégia promocional?
- Ou será que todo este meu pensamento não passa de um mero exercício de retórica, sem qualquer nexo?
- Será? …
domingo, 11 de abril de 2010
Os ganhos dos nossos queridos líderes
Desde há algumas semanas que grassa na sociedade civil um coro de indignação face aos salários e prémios pagos a alguns gestores de algumas empresas do nosso “bairro”. E essa indignação é tanto maior quando todos sabemos que o mérito desses gestores não advém dos seus supremos conhecimentos na área de gestão, mas tão só por serem políticos ligados a estruturas partidárias associadas ao Governo do nosso querido Portugal. Refiro-me, evidentemente, ao Partido Socialista e ao Partido Social Democrata.
Numa lógica de silêncios, a partilha dos lugares “mais apetecíveis” dentro do tecido empresarial onde o Accionista Estado se faz representar, tem sido feita ao longo dos tempos, sem que até aqui a mesma tivesse sido colocada em causa. Até que… uma empresa de sucata (cada um tem o que merece, mas nós não merecíamos isto) vem rasgar essa cortina de silêncios.
Logo que alguém apontou o dedo a um “gestor político rosa” era natural que outro alguém se apressasse a apontar o dedo a um “gestor político laranja”. Cumpriu-se o ditado popular “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”.
Aquilo que já há muito se suspeitava, passou a ser claro: “O sucesso de qualquer português depende, em exclusivo, da sua eventual militância num determinado partido político”.
Desconheço se tais gestores que, chegam a ganhar num só dia o que o nosso Presidente da República ganha em dois meses (!!!), têm o saber de Midas e o que recebem é uma pequena parte dos imensos lucros que o seu saber consegue gerar. Se assim é, porque é que o Accionista Estado não os coloca a gerir a CP, a TAP e tantas outras empresas que geram permanentemente prejuízos e que em larga medida os nossos impostos ajudam a manter?
Estamos todos a precisar de uma nova ordem só que aqueles que poderiam ser os precursores dessa ordem há muito que venderam a alma ao diabo e nós, mesmo sabendo, não os impedimos.
Presentemente a ordem é, por determinação do PEC, apertar, ainda mais, o cinto. Será que essa ordem atinge também aqueles que a criaram ou apenas se aplica aos outros? Já conhecemos alguns exemplos que provam que o PEC “nasceu” para o Zé Povinho, ou será que estou enganado?
A este propósito entendi consultar a Resolução da Assembleia da República n.º 11/2010, publicada no Diário da República, 1ª série – N.º 28, de 10 de Fevereiro de 2010 e que trata o Orçamento da Assembleia da República para o ano de 2010, o primeiro ano do PEC.
Com 230 Deputados, a esmagadora maioria dos quais passa perfeitamente despercebida em qualquer lugar público onde se encontrem (porque será que ninguém os conhece?), a Assembleia da República para o ano de 2010 tem um orçamento de 191,4 Milhões de Euros. É muito? É pouco?
Conheçamos algumas rubricas afectas exclusivamente aos 230 Deputados:
- 12,3 Milhões de Euros para vencimentos ordinários e extraordinários.
- 2,7 Milhões de Euros para ajudas de custo.
- 1,0 Milhão de Euros para subsídio de reintegração.
- 2,0 Milhões de Euros para a Segurança Social, Saúde e Seguros.
- 3,9 Milhões de Euros para transporte.
- 2,4 Milhões de Euros para deslocações e estadas.
- 0,8 Milhões de Euros para encargos com assessores.
- 0,2 Milhões de Euros para encargos com comissões.
Se a tudo isto juntarmos, ainda, os 17,0 Milhões de Euros em subvenção para os Partidos e Forças Políticas representadas na Assembleia da República, os 57,8 Milhões de Euros às Forças Políticas participantes nas Campanhas Eleitorais de 2009 (Europeias, Legislativas e Autárquicas) e outras rubricas que me escuso de registar, convenhamos que é muito dinheiro para tão fracos resultados.
- Será que não existem Deputados a mais?
- Será que caso se reduzisse o seu número para metade, o resultado prático não seria o mesmo?
- Será?...
Julgo não ser ousadia da minha parte ao afirmar que o PEC não deverá ser para todos nós. Quem o fez, e pariu, seguiu à risca o velho ditado popular: “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, é tolo ou não tem arte”.
Post Scriptum: O evento anual de relevo no calendário turístico do Sardoal, que os seus naturais e residentes mais acarinham, terminou há uma semana. Com excepção de um pequeno “acidente de percurso” que se ficou a dever a uma deficiente interpretação da tradição sobre o percurso da Procissão do Senhor dos Passos (será que é justo condenar-se quem o propôs e absolver-se quem o aprovou, apenas e só porque quem o propôs não caíu em graça e quem o aprovou não percebeu a dimensão do erro e preferiu calar-se?), a Semana Santa no Sardoal repetiu-se uma vez mais. As ruas voltaram-se a encher de pessoas ávidas em conhecer as capelas enfeitadas e participarem na Procissão mais emblemática: a Procissão dos Fogaréus.
Sendo, a par das Festas do Concelho, o evento mais relevante e com sucesso garantido ao nível do Turismo no Concelho do Sardoal, não consigo perceber a posição da Autarquia Sardoalense quanto à sua promoção no seu site (www.cm-sardoal.pt) . Senão vejamos:
- Sobre o evento, a Câmara Municipal do Sardoal, anunciou (e muito bem) o programa das actividades religiosas a decorrer na Semana Santa.
- Passados que são oito dias, o mesmo programa ainda se mantém para consulta em Semana Santa 2010 (será que existe lógica na sua manutenção?) e… sobre o evento… mais nada.
Pergunto:
- Será que a Autarquia não deveria promover melhor este evento turístico?
- Será que a sua divulgação deve continuar a ser deixada nas mãos de alguns entusiastas mais ou menos anónimos, como eu e alguns outros? (No meu caso particular coloquei logo na 5ª Feira Santa, no Facebook, cinco dos quadros em pétalas de flores. Os comentários que de imediato obtive foram os mais diversos, mas todos eles abonatórios. Para muitos que desconheciam tal evento, apenas a distância, os impediram de visitar o Sardoal nos dias seguintes)
- Será que as telas em pétalas de flores, tão artística e orgulhosamente “desenhadas” por Sardoalenses entusiastas não deveriam ser preservadas no tempo, qual álbum para mais tarde recordar ou para servir de “engodo turístico” para o evento do ano seguinte? (Sentindo tal vazio entendi eu próprio aqui publicar as fotografias que tirei a todas as telas, dando a todas igual destaque apenas tendo falhado a qualidade do fotógrafo e da máquina utilizada.)
- Será que a publicação anual de tal álbum no site da Câmara não traria mais proveitos para a Autarquia do que o “álbum” que orgulhosamente possui sobre as Visitas de Estudo ocorridas em 2008 e em 2009? Será que não existe lugar para ambas? Eu acredito que sim.
Numa lógica de silêncios, a partilha dos lugares “mais apetecíveis” dentro do tecido empresarial onde o Accionista Estado se faz representar, tem sido feita ao longo dos tempos, sem que até aqui a mesma tivesse sido colocada em causa. Até que… uma empresa de sucata (cada um tem o que merece, mas nós não merecíamos isto) vem rasgar essa cortina de silêncios.
Logo que alguém apontou o dedo a um “gestor político rosa” era natural que outro alguém se apressasse a apontar o dedo a um “gestor político laranja”. Cumpriu-se o ditado popular “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”.
Aquilo que já há muito se suspeitava, passou a ser claro: “O sucesso de qualquer português depende, em exclusivo, da sua eventual militância num determinado partido político”.
Desconheço se tais gestores que, chegam a ganhar num só dia o que o nosso Presidente da República ganha em dois meses (!!!), têm o saber de Midas e o que recebem é uma pequena parte dos imensos lucros que o seu saber consegue gerar. Se assim é, porque é que o Accionista Estado não os coloca a gerir a CP, a TAP e tantas outras empresas que geram permanentemente prejuízos e que em larga medida os nossos impostos ajudam a manter?
Estamos todos a precisar de uma nova ordem só que aqueles que poderiam ser os precursores dessa ordem há muito que venderam a alma ao diabo e nós, mesmo sabendo, não os impedimos.
Presentemente a ordem é, por determinação do PEC, apertar, ainda mais, o cinto. Será que essa ordem atinge também aqueles que a criaram ou apenas se aplica aos outros? Já conhecemos alguns exemplos que provam que o PEC “nasceu” para o Zé Povinho, ou será que estou enganado?
A este propósito entendi consultar a Resolução da Assembleia da República n.º 11/2010, publicada no Diário da República, 1ª série – N.º 28, de 10 de Fevereiro de 2010 e que trata o Orçamento da Assembleia da República para o ano de 2010, o primeiro ano do PEC.
Com 230 Deputados, a esmagadora maioria dos quais passa perfeitamente despercebida em qualquer lugar público onde se encontrem (porque será que ninguém os conhece?), a Assembleia da República para o ano de 2010 tem um orçamento de 191,4 Milhões de Euros. É muito? É pouco?
Conheçamos algumas rubricas afectas exclusivamente aos 230 Deputados:
- 12,3 Milhões de Euros para vencimentos ordinários e extraordinários.
- 2,7 Milhões de Euros para ajudas de custo.
- 1,0 Milhão de Euros para subsídio de reintegração.
- 2,0 Milhões de Euros para a Segurança Social, Saúde e Seguros.
- 3,9 Milhões de Euros para transporte.
- 2,4 Milhões de Euros para deslocações e estadas.
- 0,8 Milhões de Euros para encargos com assessores.
- 0,2 Milhões de Euros para encargos com comissões.
Se a tudo isto juntarmos, ainda, os 17,0 Milhões de Euros em subvenção para os Partidos e Forças Políticas representadas na Assembleia da República, os 57,8 Milhões de Euros às Forças Políticas participantes nas Campanhas Eleitorais de 2009 (Europeias, Legislativas e Autárquicas) e outras rubricas que me escuso de registar, convenhamos que é muito dinheiro para tão fracos resultados.
- Será que não existem Deputados a mais?
- Será que caso se reduzisse o seu número para metade, o resultado prático não seria o mesmo?
- Será?...
Julgo não ser ousadia da minha parte ao afirmar que o PEC não deverá ser para todos nós. Quem o fez, e pariu, seguiu à risca o velho ditado popular: “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, é tolo ou não tem arte”.
Post Scriptum: O evento anual de relevo no calendário turístico do Sardoal, que os seus naturais e residentes mais acarinham, terminou há uma semana. Com excepção de um pequeno “acidente de percurso” que se ficou a dever a uma deficiente interpretação da tradição sobre o percurso da Procissão do Senhor dos Passos (será que é justo condenar-se quem o propôs e absolver-se quem o aprovou, apenas e só porque quem o propôs não caíu em graça e quem o aprovou não percebeu a dimensão do erro e preferiu calar-se?), a Semana Santa no Sardoal repetiu-se uma vez mais. As ruas voltaram-se a encher de pessoas ávidas em conhecer as capelas enfeitadas e participarem na Procissão mais emblemática: a Procissão dos Fogaréus.
Sendo, a par das Festas do Concelho, o evento mais relevante e com sucesso garantido ao nível do Turismo no Concelho do Sardoal, não consigo perceber a posição da Autarquia Sardoalense quanto à sua promoção no seu site (www.cm-sardoal.pt) . Senão vejamos:
- Sobre o evento, a Câmara Municipal do Sardoal, anunciou (e muito bem) o programa das actividades religiosas a decorrer na Semana Santa.
- Passados que são oito dias, o mesmo programa ainda se mantém para consulta em Semana Santa 2010 (será que existe lógica na sua manutenção?) e… sobre o evento… mais nada.
Pergunto:
- Será que a Autarquia não deveria promover melhor este evento turístico?
- Será que a sua divulgação deve continuar a ser deixada nas mãos de alguns entusiastas mais ou menos anónimos, como eu e alguns outros? (No meu caso particular coloquei logo na 5ª Feira Santa, no Facebook, cinco dos quadros em pétalas de flores. Os comentários que de imediato obtive foram os mais diversos, mas todos eles abonatórios. Para muitos que desconheciam tal evento, apenas a distância, os impediram de visitar o Sardoal nos dias seguintes)
- Será que as telas em pétalas de flores, tão artística e orgulhosamente “desenhadas” por Sardoalenses entusiastas não deveriam ser preservadas no tempo, qual álbum para mais tarde recordar ou para servir de “engodo turístico” para o evento do ano seguinte? (Sentindo tal vazio entendi eu próprio aqui publicar as fotografias que tirei a todas as telas, dando a todas igual destaque apenas tendo falhado a qualidade do fotógrafo e da máquina utilizada.)
- Será que a publicação anual de tal álbum no site da Câmara não traria mais proveitos para a Autarquia do que o “álbum” que orgulhosamente possui sobre as Visitas de Estudo ocorridas em 2008 e em 2009? Será que não existe lugar para ambas? Eu acredito que sim.
domingo, 4 de abril de 2010
Semana Santa no Sardoal
...E as nossas Capelas voltaram a ficar coloridas com quadros pintados com pétalas de flores.
(Capela de São Sebastião)
(Capela de São Sebastião)
(Igreja da Misericórdia)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela de Nossa Senhora do Carmo)
(Capela de Nossa Senhora do Carmo)
(Capela de Santa Catarina)
(Convento de Nossa Senhora da Caridade)
(Capela do Senhor dos Remédios)
(Capela do Senhor dos Remédios)
(Capela de Sant´Ana)
(Capela de Sant´Ana)
Parabéns a todos que directa ou indirectamente se envolveram neste projecto.
Para o ano a Tradição voltará!
Pensamento da Semana
Parece que um negócio de submarinos vai parir um novo inquérito parlamentar. Para quê?
- Para que um conjunto de ilustres políticos continue a gozar com o Zé Povinho?
- Será que o assunto não configura um eventual caso de polícia?
- Porque é que o caso não é entregue a três personagens distintas com experiência na área criminal: um Juíz, um Procurador e um Inspector Superior da Polícia Judiciária?
- Pois é!...
(Capela de São Sebastião)
(Capela de São Sebastião)
(Igreja da Misericórdia)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela do Espírito Santo)
(Capela de Nossa Senhora do Carmo)
(Capela de Nossa Senhora do Carmo)
(Capela de Santa Catarina)
(Convento de Nossa Senhora da Caridade)
(Capela do Senhor dos Remédios)
(Capela do Senhor dos Remédios)
(Capela de Sant´Ana)
(Capela de Sant´Ana)Parabéns a todos que directa ou indirectamente se envolveram neste projecto.
Para o ano a Tradição voltará!
Pensamento da Semana
Parece que um negócio de submarinos vai parir um novo inquérito parlamentar. Para quê?
- Para que um conjunto de ilustres políticos continue a gozar com o Zé Povinho?
- Será que o assunto não configura um eventual caso de polícia?
- Porque é que o caso não é entregue a três personagens distintas com experiência na área criminal: um Juíz, um Procurador e um Inspector Superior da Polícia Judiciária?
- Pois é!...
domingo, 28 de março de 2010
Dois Anos
Na próxima terça-feira faz dois anos que o “Três Bicas” nasceu.
Enquanto “seu progenitor” não me custa admitir que na génese da sua concepção radicou a minha vontade de manifestar publicamente os meus pensamentos políticos, embora com o tempo, de alguma forma, tivesse alterado essa vontade em consequência do meu afastamento da política activa. A este propósito, relembro o que escrevi há um ano (“Caminhos de Deus (4)”, em 4 de Abril) quando comemorei o 1º aniversário do “Três Bicas”:
“…O autor do primeiro artigo, deste artigo e de todos artigos anteriores a este é o mesmo. Nada mudou, a não ser o facto de, a partir de certa altura, ter deixado de exercer responsabilidades políticas na comunidade à qual pertence. Porém as responsabilidades cívicas e os deveres de católico mantêm-se.
… A vida aguçou-me as “garras” e os “dentes” e, por mais que tente, não sei ser cordeiro. Não temo qualquer “alcateia” sempre que forem colocados em causa os valores que o meu Profeta, já há dois milénios, projectou para os “Caminhos dos Homens”, para que eles se direccionassem para os Seus…
… Sentimentos como ódio ou vingança, erradiquei-os de dentro de mim e preenchi eventuais vazios que eles possam ter deixado por um sentimento de justiça algo difícil de explicar. E esse sentimento é tão profundo, que nem eu próprio escapo a ele. É a verdade que faz mover o fiel da sua balança e não a inclinação do plano onde a balança assenta.
Sempre que as intenções ou as acções dos homens condicionarem ou puderem condicionar as vivências daqueles que fazem parte da “minha comunidade”, estarei aqui para as elogiar ou denunciar, conquanto eu perceba que elas favorecem ou dificultam os nossos acessos na direcção dos “Caminhos de Deus”. Será esta a missão que Deus me confia? Não sei. Apenas sei que não consigo controlar-me diante de um cenário de injustiça que viole princípios éticos da condição humana e que contrariam a vontade de DEUS.
E tanto há para elogiar e denunciar!...
PS – A “minha comunidade” não é só o Concelho onde vivo, mas também o País a que pertenço e o mundo que me acolhe.)”
Um ano depois de ter formulado este pensamento, o mesmo continua actual.
Vamos ver por mais quanto tempo continuarei a exprimir os meus pensamentos na expectativa de “agitar” pensamentos de outros. Tenho consciência que no infinito do saber, o meu saber poderá representar a dimensão de um simples grão de areia. Contudo, não me custa admitir que, embora não sendo detentor da verdade absoluta, enquanto perceber que os meus pensamentos poderão contribuir para uma melhoria da qualidade de vida dos outros, o TRÊS BICAS continuará a ter “vida”.
Ao longo de todo este tempo fui alvo de todo o tipo de críticas e comentários: uns mais anónimos que outros, uns mais difamatórios e cruéis que outros, uns mais elogiosos que outros. A todos, sem excepção, recusei a sua publicação. O último que recebi foi no passado dia 25 de Março, pelas 21:24. Alguém perfeitamente identificado, fez um comentário ao meu artigo “Histórias de uma Reunião”, que me cativou de tal modo que me sinto obrigado a partilhá-lo, dispensando-me de efectuar qualquer comentário, uma vez que sobre o assunto em apreço é conhecida a minha posição. Ora leiam e reflictam…
Olá, Boa Noite.
Se me permite, gostava de deixar uma nota relativamente ao tema "viagem de estudo".
Sabendo do que estou a falar, sendo que já participei numa dessas viagens, existem aspectos que quero frisar: "a viagem (dita) de estudo" entrou num beco sem saída, se me permite a expressão! Não sei há quantos anos se concretiza, mas dos que me lembro, chegam perfeitamente. Mas surge-me uma pergunta? Existe orçamento municipal que consiga acartar esta "dita viagem"? Ou é só um jogo de sedução aos votos?
Vamos por partes. Eu concordo perfeitamente em que haja uma regalia para os jovens, como existe em tantos e tantos concelhos, só que... e "dinheiros"? Como mera curiosidade, quais os números REAIS que esta viagem compromete? Para além de uns dias bem passados a assar dentro de um autocarro e umas luzes nos destinos escolhidos, que mais acontece?
Eu parti numa destas viagens no ano de 2006. Terminei o 9º ano com boas notas, era uma boa prenda. Actualmente, não me lembro ao certo de quantos dias tinha a viagem, mas sei que perto de 10. Como qualquer miúda, aquela viagem marcou-me intensamente até ao natal daquele mesmo ano. Entretanto cresci, saí, conheci e formei opiniões. Posso portanto criticar os seguintes pontos:
1º Não existe qualquer justificação válida para que esta viagem aconteça da maneira que acontece! Visita de estudo? Só se for a ver auto-estradas europeias e a experimentar as novas sandes das estações de serviço. No meu caso, o objectivo principal era ir até ao Monte Branco, dar uma "passada" por Itália e conhecer algumas cidades e vilas em França e Espanha (Salamanca, Carcasonne, Chamonix...). No monte branco estive efectivamente. Mau era não estar. Em Itália é que foi mais complicado... Chegamos a uma vilazinha mesmo na fronteira com França (da qual não me recordo o nome, peço desculpa) perto das 13 horas. Tínhamos ordem para estar perto do autocarro ás 15h! Na altura ficamos todos tristes e nem nos apercebemos do quão grave podia ser, mas a realidade é que o é! Foram feitos IMENSOS quilómetros para almoçarmos em Itália? Para num futuro podermos dizer que estivemos em Itália? "- Já estive em Itália. - Sim? Onde? - Fomos lá só almoçar e beber um café." Mas que raio de organização é esta?
2º Orçamento e gestão de dinheiro. Qualquer viagem ao estrangeiro carece de enormes custos, principalmente quando se fala de um grupo de 50 e poucos jovens mais 20 responsáveis. Pergunto-me, agora, como é que é possível continuar-se a gastar desta maneira? Será que o responsável pela organização não sabe que o mundo está numa crise financeira? Que a câmara municipal tem enormes dividas e há muita coisa por ser feita? Sejamos honestos, é toda a gente a comer do mesmo tacho e a comida acaba… e esta já acabou á muito tempo! Não quero dizer com isto que a viagem tenha de acabar, quero só relembrar que há outras opções. O leque é grande, bolas! A grande parte dos jovens que participam nestas viagens não conhece o Porto. O Algarve? Só de fotografias. Quero que pensem no assunto… pois o Gerez também existe, bem como o Alentejo. E praias, e museus e CULTURA! Contra mim falo, obviamente! Os aspectos positivos. Mas nem tudo são coisas más. Retirei da minha viagem grandes amigos com quem mantenho vários tipos de relacionamentos, grandes conversas e sobretudo responsabilidade pessoal, pois era a primeira vez que estava entregue a mim mesma (sem os pais por perto).
Sem mais assunto, peço, mais uma vez, uma revisão, ou uma nova revisão á organização das viagens anualmente. O trajecto está a ganhar forma. Procurem novos horizontes, explorem o que é nosso! Relembro também que não quero parecer ingrata com este comentário. Gostei muito de ter participado e foi uma grande experiencia, a vários níveis. Mas isso não me impede de criticar o que está mal ou de elogiar qualquer aspecto!
Sem mais assunto, despeço-me, e desculpe pelo grande relatório.
Beijos, B…
OBRIGADO B…
Post Scriptum: Três notícias muito breves:
- Pedro Passos Coelho foi eleito Presidente do PSD e na linha do que aqui afirmei no passado dia 14 de Fevereiro, quando prognostiquei a sua vitória e as razões que a sustentavam, não poderia estar mais satisfeito pela escolha feita pelos militantes do maior Partido da Oposição. (Estou na expectativa para ouvir o que é que o senhor Alberto João tem a dizer do novo líder do PSD e o que dirá quando o PPC for Primeiro Ministro. Lá se repetirá a história do senhor Silva, antes e depois da eleição para Presidente da República)
- O PSD esteve bem em ter contribuído com a sua abstenção para a aprovação do PEC. Porque ninguém se chegou à frente com propostas alternativas (a batata quente queima as mãos que a segura), o Governo merece todo o crédito pelas propostas que apresenta. Vamos TODOS contribuir para o seu sucesso, não estando à espera que sobre os outros é que deva recair a missão de nos erguermos. Se com todo esse esforço que vamos fazer, os TGVs, a Ponte sobre o Tejo, o novo Aeroporto e “demais invenções governativas” resultarem numa insuficiência das medidas restritivas agora aprovadas, então só existe uma saída: colocar o Governo na rua e dar lugar a outros. A gravidade da nossa situação financeira é assustadora: Em 1997 cada Português “devia” 1.500 Euros ao estrangeiro. Em 2009 essa dívida já era de 18.000 Euros!!! Como pagar? Eis a questão.
- Existem algumas nuvens negras sobre a Semana Santa no Sardoal que urge pôr cobro quanto antes. O esticar da corda à volta da discussão sobre as virtudes religiosas da Tradição e a necessidade de se intervirem alterações não vai dar bom fim. Se já é fraca a manifestação religiosa dos Sardoalenses durante o ano (a afluência às missas dominicais são reveladoras), querer-se interferir numa tradição religiosa que orgulha os Sardoalenses não é apressar o divórcio total entre a Igreja e a Comunidade? Eu estou do lado da tradição, não pelo que ela representa em termos de divulgação turística para o Concelho, mas pela Fé que a mesma me suscita.
Enquanto “seu progenitor” não me custa admitir que na génese da sua concepção radicou a minha vontade de manifestar publicamente os meus pensamentos políticos, embora com o tempo, de alguma forma, tivesse alterado essa vontade em consequência do meu afastamento da política activa. A este propósito, relembro o que escrevi há um ano (“Caminhos de Deus (4)”, em 4 de Abril) quando comemorei o 1º aniversário do “Três Bicas”:
“…O autor do primeiro artigo, deste artigo e de todos artigos anteriores a este é o mesmo. Nada mudou, a não ser o facto de, a partir de certa altura, ter deixado de exercer responsabilidades políticas na comunidade à qual pertence. Porém as responsabilidades cívicas e os deveres de católico mantêm-se.
… A vida aguçou-me as “garras” e os “dentes” e, por mais que tente, não sei ser cordeiro. Não temo qualquer “alcateia” sempre que forem colocados em causa os valores que o meu Profeta, já há dois milénios, projectou para os “Caminhos dos Homens”, para que eles se direccionassem para os Seus…
… Sentimentos como ódio ou vingança, erradiquei-os de dentro de mim e preenchi eventuais vazios que eles possam ter deixado por um sentimento de justiça algo difícil de explicar. E esse sentimento é tão profundo, que nem eu próprio escapo a ele. É a verdade que faz mover o fiel da sua balança e não a inclinação do plano onde a balança assenta.
Sempre que as intenções ou as acções dos homens condicionarem ou puderem condicionar as vivências daqueles que fazem parte da “minha comunidade”, estarei aqui para as elogiar ou denunciar, conquanto eu perceba que elas favorecem ou dificultam os nossos acessos na direcção dos “Caminhos de Deus”. Será esta a missão que Deus me confia? Não sei. Apenas sei que não consigo controlar-me diante de um cenário de injustiça que viole princípios éticos da condição humana e que contrariam a vontade de DEUS.
E tanto há para elogiar e denunciar!...
PS – A “minha comunidade” não é só o Concelho onde vivo, mas também o País a que pertenço e o mundo que me acolhe.)”
Um ano depois de ter formulado este pensamento, o mesmo continua actual.
Vamos ver por mais quanto tempo continuarei a exprimir os meus pensamentos na expectativa de “agitar” pensamentos de outros. Tenho consciência que no infinito do saber, o meu saber poderá representar a dimensão de um simples grão de areia. Contudo, não me custa admitir que, embora não sendo detentor da verdade absoluta, enquanto perceber que os meus pensamentos poderão contribuir para uma melhoria da qualidade de vida dos outros, o TRÊS BICAS continuará a ter “vida”.
Ao longo de todo este tempo fui alvo de todo o tipo de críticas e comentários: uns mais anónimos que outros, uns mais difamatórios e cruéis que outros, uns mais elogiosos que outros. A todos, sem excepção, recusei a sua publicação. O último que recebi foi no passado dia 25 de Março, pelas 21:24. Alguém perfeitamente identificado, fez um comentário ao meu artigo “Histórias de uma Reunião”, que me cativou de tal modo que me sinto obrigado a partilhá-lo, dispensando-me de efectuar qualquer comentário, uma vez que sobre o assunto em apreço é conhecida a minha posição. Ora leiam e reflictam…
Olá, Boa Noite.
Se me permite, gostava de deixar uma nota relativamente ao tema "viagem de estudo".
Sabendo do que estou a falar, sendo que já participei numa dessas viagens, existem aspectos que quero frisar: "a viagem (dita) de estudo" entrou num beco sem saída, se me permite a expressão! Não sei há quantos anos se concretiza, mas dos que me lembro, chegam perfeitamente. Mas surge-me uma pergunta? Existe orçamento municipal que consiga acartar esta "dita viagem"? Ou é só um jogo de sedução aos votos?
Vamos por partes. Eu concordo perfeitamente em que haja uma regalia para os jovens, como existe em tantos e tantos concelhos, só que... e "dinheiros"? Como mera curiosidade, quais os números REAIS que esta viagem compromete? Para além de uns dias bem passados a assar dentro de um autocarro e umas luzes nos destinos escolhidos, que mais acontece?
Eu parti numa destas viagens no ano de 2006. Terminei o 9º ano com boas notas, era uma boa prenda. Actualmente, não me lembro ao certo de quantos dias tinha a viagem, mas sei que perto de 10. Como qualquer miúda, aquela viagem marcou-me intensamente até ao natal daquele mesmo ano. Entretanto cresci, saí, conheci e formei opiniões. Posso portanto criticar os seguintes pontos:
1º Não existe qualquer justificação válida para que esta viagem aconteça da maneira que acontece! Visita de estudo? Só se for a ver auto-estradas europeias e a experimentar as novas sandes das estações de serviço. No meu caso, o objectivo principal era ir até ao Monte Branco, dar uma "passada" por Itália e conhecer algumas cidades e vilas em França e Espanha (Salamanca, Carcasonne, Chamonix...). No monte branco estive efectivamente. Mau era não estar. Em Itália é que foi mais complicado... Chegamos a uma vilazinha mesmo na fronteira com França (da qual não me recordo o nome, peço desculpa) perto das 13 horas. Tínhamos ordem para estar perto do autocarro ás 15h! Na altura ficamos todos tristes e nem nos apercebemos do quão grave podia ser, mas a realidade é que o é! Foram feitos IMENSOS quilómetros para almoçarmos em Itália? Para num futuro podermos dizer que estivemos em Itália? "- Já estive em Itália. - Sim? Onde? - Fomos lá só almoçar e beber um café." Mas que raio de organização é esta?
2º Orçamento e gestão de dinheiro. Qualquer viagem ao estrangeiro carece de enormes custos, principalmente quando se fala de um grupo de 50 e poucos jovens mais 20 responsáveis. Pergunto-me, agora, como é que é possível continuar-se a gastar desta maneira? Será que o responsável pela organização não sabe que o mundo está numa crise financeira? Que a câmara municipal tem enormes dividas e há muita coisa por ser feita? Sejamos honestos, é toda a gente a comer do mesmo tacho e a comida acaba… e esta já acabou á muito tempo! Não quero dizer com isto que a viagem tenha de acabar, quero só relembrar que há outras opções. O leque é grande, bolas! A grande parte dos jovens que participam nestas viagens não conhece o Porto. O Algarve? Só de fotografias. Quero que pensem no assunto… pois o Gerez também existe, bem como o Alentejo. E praias, e museus e CULTURA! Contra mim falo, obviamente! Os aspectos positivos. Mas nem tudo são coisas más. Retirei da minha viagem grandes amigos com quem mantenho vários tipos de relacionamentos, grandes conversas e sobretudo responsabilidade pessoal, pois era a primeira vez que estava entregue a mim mesma (sem os pais por perto).
Sem mais assunto, peço, mais uma vez, uma revisão, ou uma nova revisão á organização das viagens anualmente. O trajecto está a ganhar forma. Procurem novos horizontes, explorem o que é nosso! Relembro também que não quero parecer ingrata com este comentário. Gostei muito de ter participado e foi uma grande experiencia, a vários níveis. Mas isso não me impede de criticar o que está mal ou de elogiar qualquer aspecto!
Sem mais assunto, despeço-me, e desculpe pelo grande relatório.
Beijos, B…
OBRIGADO B…
Post Scriptum: Três notícias muito breves:
- Pedro Passos Coelho foi eleito Presidente do PSD e na linha do que aqui afirmei no passado dia 14 de Fevereiro, quando prognostiquei a sua vitória e as razões que a sustentavam, não poderia estar mais satisfeito pela escolha feita pelos militantes do maior Partido da Oposição. (Estou na expectativa para ouvir o que é que o senhor Alberto João tem a dizer do novo líder do PSD e o que dirá quando o PPC for Primeiro Ministro. Lá se repetirá a história do senhor Silva, antes e depois da eleição para Presidente da República)
- O PSD esteve bem em ter contribuído com a sua abstenção para a aprovação do PEC. Porque ninguém se chegou à frente com propostas alternativas (a batata quente queima as mãos que a segura), o Governo merece todo o crédito pelas propostas que apresenta. Vamos TODOS contribuir para o seu sucesso, não estando à espera que sobre os outros é que deva recair a missão de nos erguermos. Se com todo esse esforço que vamos fazer, os TGVs, a Ponte sobre o Tejo, o novo Aeroporto e “demais invenções governativas” resultarem numa insuficiência das medidas restritivas agora aprovadas, então só existe uma saída: colocar o Governo na rua e dar lugar a outros. A gravidade da nossa situação financeira é assustadora: Em 1997 cada Português “devia” 1.500 Euros ao estrangeiro. Em 2009 essa dívida já era de 18.000 Euros!!! Como pagar? Eis a questão.
- Existem algumas nuvens negras sobre a Semana Santa no Sardoal que urge pôr cobro quanto antes. O esticar da corda à volta da discussão sobre as virtudes religiosas da Tradição e a necessidade de se intervirem alterações não vai dar bom fim. Se já é fraca a manifestação religiosa dos Sardoalenses durante o ano (a afluência às missas dominicais são reveladoras), querer-se interferir numa tradição religiosa que orgulha os Sardoalenses não é apressar o divórcio total entre a Igreja e a Comunidade? Eu estou do lado da tradição, não pelo que ela representa em termos de divulgação turística para o Concelho, mas pela Fé que a mesma me suscita.
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